Filas da saúde, pedágios e impostos acirram debate entre candidatos ao governo do RS

  • 25/09/2026
(Foto: Reprodução)
Gabriel Souza, Juliana Brizola, Luciano Zucco e Marcelo Maranata participaram de debate promovido pela Rádio Gaúcha nesta sexta-feira (25) Jeff Botega/Grupo RBS Os candidatos ao governo do Rio Grande do Sul Gabriel Souza (MDB), Juliana Brizola (PDT), Luciano Zucco (PL) e Marcelo Maranata (PSDB) participaram, nesta sexta-feira (25), de um debate promovido pela Rádio Gaúcha. O debate reuniu os quatro candidatos cujos partidos possuem representação mínima no Congresso. O encontro foi realizado das 8h10 às 10h com mediação da jornalista Andressa Xavier. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Os candidatos trocaram acusações, apresentaram propostas e divergiram sobre a atuação dos governos estadual e federal. Ao longo dos três blocos, foram discutidos temas como saúde, concessões e privatizações, impostos, finanças públicas, infraestrutura, violência contra a mulher, apostas esportivas e desenvolvimento econômico. Entre os principais momentos estiveram as divergências sobre as propostas para reduzir as filas da saúde, as críticas à condução das concessões de rodovias e dos serviços de água e energia e as acusações mútuas sobre experiência administrativa, participação em debates e capacidade de articulação política. Agora no g1 No primeiro bloco, Luciano Zucco e Juliana Brizola discutiram saúde, fornecimento de energia e água e concessões. Zucco defendeu o fortalecimento da atenção básica, a ampliação da telemedicina e mudanças no programa Assistir. "Nós vamos analisar o Assistir e repactuar a saúde pública. Será a prioridade número um da nossa gestão", disse Zucco. Juliana apresentou o Pró-Hospitais, defendeu mutirões, um terceiro turno nos hospitais e a busca de programas federais. Depois, cobrou maior fiscalização dos serviços de água e energia. "A saúde tem jeito. Precisa, sim, de investimento, mas, sobretudo, de gestão", afirmou Juliana. Na sequência, Gabriel Souza e Marcelo Maranata debateram experiência administrativa, apostas esportivas, concessões e obras. Gabriel criticou propostas apresentadas pelos adversários e disse que serviços como a telemedicina já existem no Estado. "O que eu vi aqui não foram propostas, foram coisas que já existem e desinformação sobre a gestão pública", afirmou Gabriel. Maranata defendeu a descentralização da regulação da saúde, com a divisão do Estado em sete regiões, e cobrou a aplicação de recursos em obras de proteção da Região Metropolitana. "As pessoas estão buscando nos candidatos alguém que apresente proposta, porque quem decide é o povo gaúcho", disse Maranata. No segundo bloco, os candidatos responderam a perguntas de jornalistas da Rádio Gaúcha. Marcelo Maranata foi questionado sobre a conservação das rodovias e disse que manteria a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), buscaria recursos federais para o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) e reduziria despesas do Estado. "A gente tem que enxugar a máquina, apresentar um plano de desenvolvimento que envolve energia e, ao mesmo tempo, dizer para o presidente da República que nós vamos fazer o serviço", afirmou Maranata. Juliana Brizola descartou aumentar impostos para financiar suas propostas. A candidata defendeu a prorrogação do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), a adesão ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) e maior articulação com o governo federal. "Eu já sentei com quem pensa diferente. A minha coligação é feita de oito partidos diferentes. Eu não quero guerra com Brasília, eu quero levar a paz para Brasília", disse Juliana. Gabriel Souza prometeu ampliar o número e o horário de funcionamento das delegacias especializadas no atendimento às mulheres. Também defendeu o monitoramento de agressores, a realização de concursos para as forças de segurança e ações educativas nas escolas. "Portanto, sim, temos que avançar, evoluir. E certamente vou conseguir avançar ainda mais, chamando mais policiais, fazendo mais concursos públicos", afirmou Gabriel. Luciano Zucco disse que pretende aderir ao Propag e buscar a prorrogação do Funrigs. O candidato também defendeu a criação de um fundo constitucional para as regiões Sul e Sudeste e maior articulação com o Congresso. "Nós não somos uma ilha e essa renegociação, essa conversa com o governo federal, passa pelo Congresso Nacional. Tenho plena consciência que o nosso projeto é o mais capacitado", disse Zucco. No terceiro bloco, Marcelo Maranata questionou Juliana Brizola sobre a relação da candidata com empresários. Maranata defendeu medidas para facilitar a abertura de negócios, enquanto Juliana negou ter sido cobrada pelo PT por participar de encontros com entidades empresariais. "Eu estou do lado do povo gaúcho, do pequeno, do médio e do grande. Eu não acredito nessa separação", afirmou Juliana. Depois, Luciano Zucco perguntou a Maranata se ele aumentaria impostos caso fosse eleito. O candidato do PSDB descartou a possibilidade, defendeu a redução de tributos e propôs a criação de 2 mil escolas empreendedoras. "Claro que eu não vou aumentar imposto. Eu sou contra aumentar imposto, sou contra pedágio", disse Maranata. Na sequência, Juliana questionou Gabriel Souza sobre a promessa de zerar as filas da saúde no primeiro ano de governo. Gabriel afirmou que pretende ampliar os recursos destinados ao SUS Gaúcho, programa que, segundo ele, já retirou 110 mil pessoas das filas. "Eu vou zerar as filas da saúde no primeiro ano do meu governo, colocando mais recursos e acelerando o SUS Gaúcho", afirmou Gabriel. No último confronto, Gabriel questionou Zucco sobre um voto do deputado no Congresso relacionado à compensação por perdas de ICMS sobre combustíveis. Zucco não detalhou o voto e criticou a atuação do vice-governador, além de defender maior articulação política em Brasília. "Nós precisamos agora é crescer. É um crescimento econômico, com liderança política, com articulação, com um plano de Estado", disse Zucco. Regras do debate O confronto foi dividido em três blocos. No primeiro, após uma apresentação de um minuto, cada candidato pôde fazer uma pergunta a um adversário. A pergunta teve duração de até 30 segundos, seguida de um minuto de resposta e cinco minutos de debate, divididos entre os dois participantes. No segundo bloco, jornalistas da Rádio Gaúcha fizeram perguntas aos candidatos. Cada jornalista teve até 30 segundos para perguntar, e o candidato contou com dois minutos para responder. Depois, houve mais 30 segundos para aprofundar o tema e um minuto para a complementação da resposta. No terceiro bloco, ocorreu uma nova rodada de perguntas entre os candidatos. Cada participante escolheu um concorrente para responder. Após 30 segundos de pergunta e um minuto de resposta, os dois tiveram cinco minutos de debate. O encontro terminou com um minuto de considerações finais para cada candidato. VÍDEOS: Tudo sobre o RS

FONTE: https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/eleicoes/2026/noticia/2026/09/25/debate-candidatos-governo-rs-gaucha.ghtml


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