Pilotos missionários levam o Evangelho a regiões não alcançadas: ‘Deus sustenta a obra’
- 10/08/2026

Pilotos cristãos estão usando aviões, helicópteros e barcos para levar o Evangelho a comunidades não alcançadas em regiões onde o acesso por terra pode levar dias ou até ser impossível.
O trabalho é realizado pela Jungle Aviation and Relay Service (JAARS), organização que atua há 75 anos ajudando missionários e tradutores da Bíblia a chegarem a lugares remotos.
Segundo Steve Russell, presidente e CEO da JAARS desde 2022, em algumas regiões, os pilotos precisam pousar em pequenas pistas cercadas por montanhas e florestas para que a Palavra de Deus alcance essas comunidades.
Antes de assumir a liderança do ministério, Steve serviu no Exército dos Estados Unidos, onde liderou uma força-tarefa fundamental para a captura do ex-presidente iraquiano Saddam Hussein. Ele também atuou no Senado Estadual de Oklahoma e na Câmara dos Representantes dos EUA.
Embora não tenha crescido em um lar ativamente cristão, Steve aceitou Jesus aos 13 anos após ler a Bíblia.
“Comecei a ler o Novo Testamento e foi assim que me tornei um crente em Cristo. Entendi que eu era um pecador e não tinha justiça própria. Eu precisava da redenção de Cristo, e a partir daquele momento nunca mais questionei minha fé”, disse ele ao The Christian Post.
Hoje, ele lidera um ministério que busca proporcionar a outras pessoas a oportunidade de ouvir a Palavra de Deus.
‘O Espírito Santo traz luz’
Com sede na Carolina do Norte, nos Estados Unidos, a JAARS trabalha há 75 anos para superar as barreiras que impedem missionários de chegar a comunidades isoladas.
Para isso, utiliza diferentes meios de transporte, incluindo aviões, helicópteros, barcos e veículos capazes de atravessar terrenos difíceis.
Uma das regiões alcançadas pelo ministério é a Papua Nova Guiné. O território possui 840 dialetos e muitas comunidades estão espalhadas entre montanhas e florestas.
"Um avião pode transformar o trajeto em uma viagem de 30 minutos ou de uma hora", contou Steve.
Além de superar a distância, os missionários também precisam lidar com o medo de espíritos malignos que faz parte da vida de muitas dessas comunidades, que seguem religiões animistas.
Nesse contexto, a presença dos missionários começa a mostrar uma nova realidade. Os cristãos chegam ao local, vivem entre os moradores e seus filhos brincam normalmente, o que chama a atenção de pessoas que passaram a vida acreditando que seriam atacadas por espíritos.
“Ao observarem os missionários com suas famílias, os moradores começam a perceber que existe algo além da mitologia. Então, com a verdade da Palavra de Deus, da maneira que só o Espírito Santo pode fazer, Ele traz verdade e luz a eles, e isso é transformador”, afirmou Steve.
‘Deus sustenta a obra’
De acordo com o líder, a Papua Nova Guiné também é considerada um dos países mais receptivos ao trabalho missionário.
"É um dos poucos lugares no mundo onde você pode realmente obter um visto como missionário", explicou Steve.
A JAARS também desenvolve trabalhos no Quênia, Uganda, Camarões, Gabão, Peru e Brasil. Atualmente, o ministério possui 48 aeronaves, entre aviões e helicópteros, além de barcos no rio Amazonas, navios e outros veículos: "Somos verdadeiramente ar, terra e mar".
Apesar dos altos custos para manter aeronaves, combustível e equipamentos, Steve acredita que Deus continua provendo os recursos necessários para que o trabalho avance.
"Custe o que custar, é a provisão de Deus. Ele sempre encontrará um jeito de sustentar sua obra", concluiu ele.








